Por chegar quase 2h antes do horário combinado na loja, achei que teria que esperar para largar minhas malas na casa, mas, por sorte, o cunhado da dona da loja ficaria em casa aquele dia.
Me recebeu direto na porta e me ajudou a carregar a bagagem. Quando entrei, lembrei de tirar o sapato e deixar do lado de fora, e ele me avisou que eu não poderia me instalar ainda por ter duas aulas para ministrar no cômodo. Esperei então na sala, com um delicioso e quente café grego que ele fez para mim. As aulas terminaram perto do meio dia, e juntos fizemos um almoço depois de eu acomodar minhas coisas.
Além disso, ele me mostrou a cozinha, que poderia pegar a comida que quisesse quando estivesse com fome, me mostrou a reciclagem de lixo e me deu uma cópia da chave da casa, caso saísse e voltasse quando não tivesse ninguém. Fiquei impressionada e feliz com a hospitalidade e confiança tão grande comigo.
Em seguida ao almoço, fui dar outra volta pela cidade e procurar os lugares em que teria de ir segunda. Quando voltei pra casa já era tarde, e a dona mesmo só chegou quase 22h, mas me recebeu com o mesmo carinho que o marido naquela manhã. A cama se mostrou muito aconchegante e bem quentinha para essas noites gélidas de Tübingen.
Sábado, no café da manhã, me deparei com hábitos diferentes do Brasil. A manteiga não é meramente "raspada" e passada no pão. Se tira pedaços e se recheia bem. Além disso, coloca-se alguma geléia por cima. Todos sempre comem um ovo cozido (mas pedi o meu mais cozido e ela deixou mais tempo fervendo). Logo, ela saiu de casa e ele foi dar aula. Para não ficar sem fazer nada, novamente, peguei o ônibus e fui para o centro.
Tive muita sorte em encontrar essa família. Eles têm um carinho muito grande pelas pessoas que vêm se aventurar num país tão diferente de quase tudo. Afirmaram-me que ganhei uma família, e posso visitá-los sempre que precisar de um abraço.





