Antes de começar tudo, faltando exatamente um mês para o meu embarque, uma breve apresentação. Meu nome é Hannah Alff, sou gaúcha, tenho 18 anos e sou estudante da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tendo ingressado nesta instituição em março de 2014.
Desde de muito pequena tenho certa paixão por viagens. Por volta dos meus 9 já pensava em participar de um intercâmbio e tinha aquela ideia de que conseguiria me formar no Ensino Médio e ir cursar o último ano de High School nos Estados Unidos, visto que lá esse período da escola é de quatro anos e não três como é aqui.
Porém o tempo passou e, logo que me formei, entrei na Faculdade. Sabia, então, que para minha área de atuação um intercâmbio seria muito difícil. Cada país tem um ordenamento jurídico próprio, ou seja, é regido por suas próprias leis e princípios, não é de se surpreender que para o Direito quase não tenha esse tipo de programa na graduação. Enquanto vi muitos colegas de colégio embarcando pelo Ciências sem Fronteiras, comecei a procurar ainda mais algo que se encaixasse no meu curso. Assim, descobri o chamado programa de "Mobilidade Acadêmica" oferecido pela PUCRS que permite a participação de alunos de Direito.
A Mobilidade é um acordo bilateral entre Universidades de vários países, dentre eles Brasil, Canadá, Estados Unidos, Chile, Argentina, França, Alemanha, Espanha e Portugal. Os países participantes, claro, variam de edital para edital, dependendo da reciprocidade de procura dos alunos. É ofertado determinado número de vagas em cada Universidade estrangeira, que corresponde ao número de alunos que daquela universidade virão também estudar, em troca, no Brasil. Há aquelas que aceitam apenas áreas específicas como Medicina, Economia, Direito; e há aquelas que estão abertas para oferecer qualquer curso. O número de vagas varia muito de uma instituição para outra. Enquanto algumas disponibilizam apenas 1 vaga, outras podem aceitar cerca de 10 alunos.
Os candidatos deverão preencher um formulário de inscrição já com a Universidade de destino escolhida e o entregarão ao escritório da mobilidade junto com demais documentos constantes do edital (há uma foto abaixo com a lista dos meus). O plano de ensino deve conter as cadeiras que serão realizadas no outro país especificando a matéria correspondente aqui no Brasil. Após a entrega destes documentos, é realizada a prova de proficiência na língua que a Universidade receptora requisitou na data definida (somente Portugal não pede prova). Ao atingir a média necessária na prova de proficiência, o aluno terá uma entrevista, geralmente feita em grupo, com um(a) psicólogo(a), o(a) qual questionará a respeito das expectativas de cada estudante para com o intercâmbio num modo geral.
O Edital para o qual me inscrevi definiu a data final de entrega dos formulários até dia 08 de setembro, sendo que fiz uso das três semanas anteriores para conseguir deixar todos os documentos requisitados em ordem, afinal eu tinha que esperar, muitas vezes, a disponibilidade de pessoas que precisavam me auxiliar na organização deles. Apesar disso, é um processo rápido após efetuada a entrega dos papéis ao escritório que fará toda a avaliação.
O meu resultado saiu no dia 21 daquele mês. Até então, um obstáculo superado: ser selecionada. Faltava apenas a minha universidade encaminhar meus papéis à Tübingen e eu receber a Carta de Aceite.
O meu resultado saiu no dia 21 daquele mês. Até então, um obstáculo superado: ser selecionada. Faltava apenas a minha universidade encaminhar meus papéis à Tübingen e eu receber a Carta de Aceite.
Carta esta que, não bastando minha ansiedade, levou nada menos que 2 meses para chegar por e-mail.
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| Minha lista que fiz na época do processo seletivo de todos os documentos necessários para que não esquecesse algum. |

